terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quem sabe faz a hora. Não espera acontecer.


           Houve um tempo no qual os jovens conheciam a sua força, um tempo no qual guerra era problema e não solução. Houve um tempo no qual palavras eram promessas e promessas eram cumpridas. Hoje, o tempo levou consigo a força da juventude.
          Todos os cidadãos brasileiros parecem contaminados pelo conformismo. E muito destes chegam além: rodeados pelo fantasma do "coitadismo" aceitam qualquer migalha, qualquer esmola, como o mais belo presente. A política do pão e circo renasce – o homem retrocede. Fazendo com que suas bocas sejam mantidas fechadas e o seu senso crítico morra asfixiado dentro de si junto com seu espírito livre e revolucionário.
         O nosso modelo de Estado é inspirado na revolução francesa, que só ocorreu devido ao fascínio pela democracia grega, esta, pregava a idéia de que o Estado representa uma comunidade de cidadãos livres.
Eu já vi propaganda de campanha
sendo feita por pessoas que nem ao menos conheciam as propostas do candidato. Ao ser indagado sobre aquilo, o indivíduo respondeu que sua família não dependia de políticos e que apenas aproveitava as festas e comícios por ele proporcionados. Minha atitude imediata foi de raiva, depois, vi que aquilo me fez perceber quantas pessoas alienadas existem no meio de nós. E eu não falo daquelas que só se posicionam na hora de cobrar e criticar. Falo daquelas que simplesmente não conseguem ver além do que está explícito. E é por isso que eu apelo, aos futuros senhores e doutores da nossa nação, que revejam seus papeis como cidadãos e que comecem desde já as mudanças que tanto queremos ver. Torne-se líder de você e com pequenos passos você logo estará conscientizando seus conhecidos sobre a importância da reciclagem, da doação de sangue, de votar. Seja líder de sala, organize trabalhos sociais. A mudança começa em você e o futuro começa agora.
        Nós já vencemos duas ditaduras, houve quem morresse pelas eleições diretas. Chegou a hora de fazermos valer o esforço dessas pessoas, desses heróis. Eleição é coisa séria. É necessário entender, antes de tudo, que a função de um representante é, como o próprio nome sugere, representar.
Nós, que somos jovens, somos o futuro da nação. Se não há quem nos conscientize, devemos nos auto-conscientizar. Políticos engraçados e famosos só estão ali para elevar o coeficiente eleitoral do partido e levar ao poder seus companheiros que, já desmascarados, não conseguem votos. Não escolha candidatos pela beleza, conheça a história de cada candidato, seu passado político e quais benefícios ele trará para os cidadãos. Você conhece a plataforma dos seus possíveis representantes? Pense nisso antes de criticar quando as coisas não forem como você gostaria.

domingo, 15 de agosto de 2010

Let the miracle begin.


Não é possível saber ao certo o impacto das palavras. Dependendo da forma e do contexto em que forem inseridas elas podem ferir, matar ou fazer florescer. As palavras podem mover o mundo bem mais que as armas, bem mais que os gestos, bem mais que os olhares. Ela é clara, inflexível e indiscutível, as ambiguidades surgem daqueles que não sabem falar.
Quem se expressa tem o mundo nas mãos. Qualquer povo, por mais bem instruido que seja, se curva a um bom orador. As crises, as guerras e a falta de esperança são catalisadores, fazem essa curvatura ser mais rápida. A palavra move os povos.
Os maiores lideres que já existiram chegaram ao poder com suas palavras, eram exímios oradores. A diferença está no objetivo de seus discursos.
Luther King disse: "Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter". Hitler pregou a 'solução final'.
Robespierre conseguiu dar ares maiores a revolução francesa com sua declaração:
'Se a revolução esta errada então o rei está certo, mas se a revolução está certa então o rei está errado'.
Eis o poder das palavras.

domingo, 11 de julho de 2010

Orgulho e preconceito.

Eu tenho orgulho de ser brasileira, de viver em uma terra onde a maioria das pessoas lutam ao extremo pra levar a vida com um mínimo de dignidade. Eu tenho orgulho de mergulhar em águas tropicais nas mais belas praias da América, de ser conhecida no mundo inteiro pela alegria, hospitalidade, pelas cinco estrelas que carrego no peito e até por nascer no único país que consegue fazer piada da própria desgraça. Eu tenho como honra nascer no mesmo lugar que acolhe grandes nomes da história que existiram e existirão.
E tenho também desgosto de ter um sistema público de saúde e educação tão descompromissados. Eu tenho vergonha do descaso que é a nossa política. Me horroriza a indiferença com que as instituições públicas encaram seu desmoronamento dia após dia.
Pessoas criticam a copa do mundo, em especial o fato de o Brasil ser sede da competição em 2014 (sem ao menos pensar nos empregos que serão gerados e no turismo que atingirá seu ápice), e dizem que o dinheiro gasto deveria ser investido em quem realmente precisa. Acontece que essas pessoas são as mesmas que criticam um programa governamental que proporciona à um pai de família dinheiro para colocar comida na boca do próprio filho. Ou de 4 filhos. A falta de acesso ao planejamento familiar por parte das famílias de baixa renda está claro e escancarado na nossa sociedade e é uma realidade que não pode ser ignorada. O que falta no nosso país não é dinheiro. É estrutura. É uma política justa e que possa dividir as verbas e distribuir o suficiente pra cada setor de forma que o país cresça, se desenvolva. Não queremos um Brasil onde os políticos só se preocupam em aumentar o próprio salário.
Eu não sou cega- como pensou a maioria dos que leram o começo desse texto-. Eu sei que o Brasil precisa mudar, precisa crescer. E ele o está fazendo, mas toda mudança envolve riscos e muitas vezes erramos. Mas se o povo desacreditar nos primeiros tombos e aderir um american(ou russo, inglês, o qualquer outro)way of life, os que querem lutar pelo nosso país não terão estímulo para mudá-lo e nunca sairemos do lugar. O que eu peço humildemente é que os brasileiros sejam mais Brasil e que o Brasil seja mais brasileiro.

sábado, 3 de julho de 2010

"Enquanto os outros se lembram de nós, continuamos vivos".

"Sabia que quem ama de verdade ama em silêncio, com fatos, e não com palavras." A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón.
Nada me descreve melhor.
Depois de ler A sombra do vento eu consegui entender porque os livros me fascinam tanto: "Os livros são espelhos: Só se vê neles o que a pessoa tem dentro". Isso é fato. Cada trecho, cada reflexão pode facilmente ser encaixada em nossas vidas, em nossa história e no que estamos vivendo. E o mais incrível é que os livros podem colocar a nossa própria realidade debaixo de nossos narizes e ao mesmo tempo nos levar por um mundo desconhecido onde nenhuma preocupação do mundo real nos atinge.
Eu recomendo A sombra do vento.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Walk on.

"What you got, they can't steal it
No, they can't even feel it
Walk on! Walk on!
Stay safe tonight"
Se eu fosse um peixe, iria querer o mar todo pra mim. Mas me contentaria com um gota.
Se eu fosse um pássaro, iria querer o ar todo pra mim. Mas me contentaria com um pouco de vento.
Mas eu sou humana. E eu quero o mundo todo. Quero todas as boas aventuras, experiências... Se eu tiver uma vida fácil também não vai mal, desde que eu possa fazer o que gosto quando tiver vontade. Eu sou humana e como consequência tenho medos, alegrias, inseguranças, suspeitas, tristezas, mágoas. Não acho que vou ter o mundo todo. Mas não me contento com o mínimo. Meu mínimo é o médio. Meu médio é o máximo. E o meu máximo é o impossível.
Eu posso voar se quiser. Posso rastejar também. Posso estar por cima ou por baixo, mas nunca vou me afundar. Não se depender de mim.

sábado, 29 de maio de 2010

A cada dia basta o seu mal.


É de sabedoria comum que palavra tem poder. Por isso ninguém se maldiz. Por isso ninguém diz, em voz alta, muitas das coisas que passam pela sua cabeça.
Eu não costumo dizer as pessoas que as amo. Acho desnecessário.
Há quem diga que eu sou contra a banalização do termo 'Eu te amo'. Não sou. Até porque, se o mesmo não tem significado, qual o problema em banalizá-lo?
Sou contra a banalização do sentimento.
Desacredito nas pessoas que dizem incessantemente isso pra mim. Afinal, elas estão querendo me lembrar ou lembrar-se disso? Não preciso dizer as pessoas que eu amo-as, elas perceberão ao ver no meu olhar a vontade de estar perto. Elas vão saber que eu as amo quando puderem depositar toda a sua confiança em mim. E, se elas me amarem, eu saberei que posso confiar, que posso me doar, sem que uma só palavra seja dita.
Quanto a deixar as pessoas que eu amo com palavras amorosas caso seja a ultima vez que eu as veja, bom, aconteça o que acontecer,os que sentirem a minha falta, entenderão que eu estive por perto e poderão concluir que eu os amei e se essa saudade permanecer além do choque da perda, saberão: Eu ainda os amo, onde quer que eu esteja.
"Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã: O dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal. (Mt 6, 34)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

So others may live.

Já faz algum tempo que eu penso sobre o que postar aqui e só um tema me vem a cabeça: Medula óssea. Assunto que eu já conheci, esqueci e agora voltou à tona de uma forma bem triste. Mas voltou com um objetivo: Fazer com que pensemos - E eu desejo que essa corrente se propague e atinja a todos- mais sobre assuntos que talvez não sejam comuns a nossa realidade, mas que existem e precisam ser tratados.
Transplante de medula óssea. Chance de compatibilidade? Uma em cem mil. Então porque não começamos a doar fazendo com que essa proporção mude? É medo de um procedimento no qual estaremos anestesiados? E quanto a dor que sente alguém que é submetido a quimioterapia e outros tantos tratamentos, lutando pela vida, enquanto um possível doador compatível está muito ocupado fazendo nada?
Gostaria muito de ter compreendido a importância de doar medula óssea antes.
Doar medula é simples. São retirados apenas 5 ml de sangue do doador, que deve ter entre 18 e 55 anos e se houver compatibilidade este poderá salvar uma vida.
Já pensou que podia ser um amigo, um primo ou um irmão? Já pensou que pode ser você?

domingo, 2 de maio de 2010

Heaven on earth.

Paraíso na terra, precisamos disso agora. Estou cansado de tudo isso acontecendo por ai. Cansado da tristeza. Eu estou cansado da dor. Eu estou cansado de ouvir de novo e de novo que haverá paz na terra.
Jesus, você poderia tomar um tempo para escrever para um homem perdido. Paz na terra.
Diga para os que não ouvem som algum cujos filhos estão vivendo sob o chão. Paz na terra.
Sem quem ou por quês. Ninguém chora como uma mãe chora por paz na terra.
Ela nunca conseguiu dizer adeus ou ver a cor dos olhos dele. Agora ele está na lama . Paz na terra. Eles estão lendo os nomes no rádio... Todas as pessoas que o resto de nós nunca chegará a conhecer.
Bono Vox.

Acho que não há muito mais o que dizer. Cabe a cada um refletir o quanto tem contribuido para um mundo melhor, para que possamos, como John Lennon disse um dia, vivermos como um só. E se ele foi um sonhador, definitivamente não foi o único. I hope someday you'll joy us.

domingo, 18 de abril de 2010

The saints are coming.

Não são as mesmas coisas, nem são os mesmos dias e a mudança é inevitável.
Já ouvi -demais até- que as coisas costumam mudar, que o mundo gira, que ninguém volta a ser o que era e que sentir saudades é normal.
Não consigo ver nos outros o espírito de liberdade que era comum nas décadas passadas. Para onde foram os que lutavam? Os que acreditavam que a força do jovem era maior que qualquer sistema e qualquer arma quimica? Já faz algum tempo que as guerras não são mais problemas, e sim a solução. Porque todos estão apáticos e não lutam pela liberdade, fraternidade e igualdade? Para onde foram os ideais iluministas que moviam os povos? Estão esperando que os governos da Europa voltem a ser absolutistas?
Não entendo porque todo esse comodismo. Se ficarmos indiferentes a tudo, iremos retroceder. E eu só vejo o futuro do planeta ser preterido em troca de uma coca-cola.
Caos aéreo, guerras pelo Petróleo, desequilibrio ambiental, furacões, terremotos, atentados, mortes em nome da fé. É tudo tão abominável. E todos assistem calados.
Já passou da hora de refletirmos sobre a diferença entre normal e comum.



"Uma tristeza que afoga, inunda a mais funda angústia. Já faz tanto tempo. Até que uma mudança climática condene a crença".

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Presa em um momento.

Já não sei onde jogar tanta tristeza. Tentei o mar, voltou com mais força. Tentei o vento e já sinto aqui do meu lado. E eu que reclamava da minha vida parada. Mil vezes ela. Mil vezes. Acordo pensando demais e me deito sobrecarregada, logo, não durmo. Preciso parar de achar que sou o centro, mas é inevitável passar pela minha cabeça que ultimamente as coisas tem recaído demasiadamente sobre mim.
Acho que sempre depois de uma grande decepção, corre-se o risco de o medo te dominar e tirar de você o que havia de melhor, mais do que a capacidade de amar, a capacidade de dizer isso a pessoa amada. Um amigo.
Quando a decepção te faz pensar que qualquer forma de demonstração afetiva vai te deixar vunerável, é provável que seu mundo vire uma ilha. Ilha silenciosa, repleta de medo. Devo dizer: Se for pra cair, não me leve junto. Não agora, por favor.
A capa do disco All that you can't leave behind me faz pensar no que eu não posso mesmo deixar pra trás. Seja lá o que for.
'E a minha vida é tão confusa quanto a América Central, por isso não me acuse de ser irracional'. Engenheiros.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sonho que se sonha só.

É sempre tão bom parar pra refletir, fazer planos futuros, examinar a consciência. É sempre tão fortalecedor olhar pra trás e achar patético o que um dia pareceu ser o fim do mundo. Com isso, aprendemos a não resumir nossa vida num só dia, num só ano, num só lugar, quando há tanto tempo e o mundo todo pra viver. Fácil demais falar de perdão e principalmente de sonhos. Dificil é ter a capacidade de perdoar dentro de si, de entender que anormal seria se ninguém errasse. Afinal, não é de suma importância que haja quedas e muita luta para que se possa subir ao pódium com glória? Não é a vontade de vencer que nos move em direção aos nossos sonhos? É necessário sonhar, acreditar e, acima de tudo, transformar tudo isso em uma força capaz de nos tirar do conformismo e do comodismo.
Tenho os sonhos como algo renovador, que me faz lutar pra conquistar. Seja um dez numa prova, laços de amizade reafirmados, a procura do amor da vida e até mesmo um casamento numa manhã, em uma praia deserta-Sim, como essa da foto-... Qualquer coisa que seja, precisa ser mais que meta, mais que objetivo, precisa ser sonho.
'Sonhar. Mais um sonho impossível. Lutar. Quando é fácil ceder[...] Voar num limite improvável. Tocar o inacessível chão. É minha lei, é minha questão.' - Chico Buarque.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Momento da rendição.


O que vem depois da rendição? Do não? Da certeza explícita de que o que era deixou de ser? Dentre todas as ações que realizamos, existem aquelas que exigem tempo para se acabar. Tempo para que alguém diga que não dá mais. Tempo para que alguém possa ceder. Tempo para que alguém se renda. Tempo.
'Não é se eu acredito no amor, mas se o amor acredita em mim'. Por onde anda o amor? Ele achou que eu desisti dele? Ou poupou seu tempo e desistiu de mim? Pra onde foi a minha vontade de dizer 'Eu te amo'? A minha vontade de estar perto. Sim, perto dos amigos. Espero que esteja adormecida, não morta. Espero que cada segundo de insatisfação e raiva se transforme futuramente em alegria. E que a minha vontade de amar, há tanto adormecida, não sei se por medo ou comodismo, possa voltar num furacão de bons sentimentos me fazendo acreditar que o momento da rendição está diretamente ligado a se permitir amar.

sábado, 3 de abril de 2010

Devaneios.


Depois de tanto pensar no que escrever hoje, decidi que o mais sensato seria me perder em pensamentos e redigi-los aqui ao invés de simplesmente falar sobre qualquer outra coisa que não me agrade.
Agora que tocamos no assunto, passaram a existir hoje na minha cabeça, como diria Zé Ramalho, 'meros devaneios tolos a me torturar'. Uma questão bem simples que acaba por envolver dois segmentos de nosso corpo e mente, que jamais alguém conseguiu desmembrar. A razão e a emoção.
Passar quase sua vida toda convivendo com as mesmas pessoas, percorrendo rotineiramente os mesmos passos, olhando para a mesma árvore, lanchando na mesma cantina, e até agradecendo a mesma Senhora na oração diária, acaba por dificultar sua escolha na hora de decidir aquela que será a melhor instituição a te preparar para o maior teste que se pode passar na adolescência: O vestibular.
Mas, veja bem, é fácil imaginar-se indo para a festa de formatura das suas melhores amigas como uma mera convidada? Não entrando com seu padrinho na hora da valsa?Não usando o vestido padrão e desfilando deslumbrante pelo salão?
Calma. Se o ensino médio vai acabar de qualquer jeito, vale a pena abrir mão do que você julga ser o melhor pra sua educação só pra passar mais um ano com seus colegas, sabendo que no final vocês vão se separar de qualquer forma?
Acordei pensando muito sobre o futuro.
A imagem não ilustra o texto, o trecho abaixo ilustra a imagem:
' Os nossos sonhos são os mesmos há muito tempo, mas não há mais muito tempo pra sonhar.' - Engenheiros do Hawaii.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Incógnitas.


Já sentiram como se aquela pessoa que está ao seu lado há tanto, simplesmente não fosse mais quem costumava ser? Já se sentiu ameaçada e até amedrontada por algo que ela tenha feito, que, apesar de tudo, foge totalmente do que era esperado por seu comportamento e caráter? Ou pior, já ficou amedrontado por essa pessoa fazer exatamente o esperado? Estranho, mas passamos a tratar essas pessoas, antes tão claras, como incógnitas. Um X. Um Y. Psicopata? Bipolar? Carente? O que pode ser? Você se pergunta. Talvez uma falta de atenção, uma desestruturação familiar, um momento difícil ou alguma carência de serotonina no cérebro. Tudo é visto como uma forma de desviar a culpa do indivíduo em si. Qualquer saída racional para que os atos sejam realizados involuntariamente é extremamente pensada de modo a evitar a verdade: Aquela pessoa simplesmente não é o que, ou quem, você achou que fosse. E a sensação é mesmo triste: Alguém muito amado, morreu. Afinal, você não espera mais daquela incógnita as atitudes, os abraços e até mesmo as piadas que sempre esperou. Vê-lo se afundando e mesmo assim não admitir que precisa de ajuda é quase tão ruim quanto não poder fazer nada, depois de ter feito tudo. Acho que nessas horas vale até adaptar um trecho de Nando Reis que diz: 'Se você precisar... Uma margarida comum, um beijo ou simples abraço que é pra você lembrar de si'.
A imagem da capa do 'No line on the horizon' do U2 define bem o vazio que sente alguém que se identifica com o texto acima.
Boa semana santa, beijocas.

terça-feira, 30 de março de 2010

Décadas.


Juro que não sabia que os anos entre 1940 e 1959 tinham sido tão ricos. Muito menos que eram ricos em tantos segmentos: Política, música, cinema, ciência... Muito embora isso não queira dizer que pesquisar e falar sobre esses anos seja sinônimo de deleitar-se. Apesar de todo o fascínio pela Segunda Grande Guerra, de ficarmos maravilhados com os clássicos da Disney, de viajarmos com o little príncipe e até de ficarmos com 'Love me tender' do Elvis na cabeça, estudar essas décadas para apresentar um trabalho, tendo apenas internet e livros como fonte de pesquisa e estes, ainda, com conteúdo limitadíssimo, é um tanto quanto trabalhoso e cansativo. Assim sendo vou ingerir meu estímulo diário de produção de dopamina, ou seja, comer chocolate.
Escolhi essa imagem de 'Le petit Prince' pela vontade de dormir e sonhar que ela me faz ter.
Beijocas.